À medida que fui amadurecendo, a ansiedade e o estresse da vida adulta se tornaram cada vez mais presentes. Buscando uma forma de aliviar essas emoções, desenvolvi um hábito pouco saudável: a compulsão alimentar. As frequentes idas a lanchonetes e o uso de aplicativos de delivery se tornaram meus refúgios, o que, consequentemente, resultou em um significativo aumento de peso. Diante desse cenário, decidi mudar meus hábitos e adotei uma alimentação mais equilibrada, controlando as calorias e priorizando alimentos menos gordurosos. Além disso, comecei a praticar atividades físicas regularmente, buscando não apenas a perda de peso, mas também o bem-estar físico e mental.
Quanto mais me restringia, maior era a vontade de comer tudo.A ansiedade me consumia, e a culpa me acompanhavam em cada episódio de compulsão destruindo minha autoestima. Por 15 anos, essa luta interna me impediu de ter uma relação saudável com o meu peso.
Eu me vi presa em um ciclo interminável: adotava as dietas mais populares, indicadas por personal trainers, mas logo me sentia frustrada e desistia, me permitindo comer tudo o que queria. Essa montanha-russa emocional só me levava a engordar cada vez mais, diminuindo minha autoestima e a esperança de um dia me livrar desse problema.
Aos 33 anos, com 1,62m e 86 quilos, atingi o meu peso máximo. Apesar de inúmeras dietas e exercícios intensos, nada parecia funcionar. A sensação de estar em constante luta contra o meu corpo era esmagadora. Acreditava que anos de compulsão alimentar e dietas malucas tinham prejudicado meu metabolismo, como muitos diziam. A cada nova tentativa, a frustração só aumentava e a sensação de estar em guerra com o meu próprio corpo era insuportável.
A felicidade com meu corpo parecia um sonho distante. Acreditava que o excesso de peso era uma sentença. Mas, em um momento de lucidez, decidi que não queria mais me sentir assim. Em uma quarta-feira comum, enquanto tentava escolher um restaurante para almoçar, tive um insight. Lembrei que tinha frango e salada em casa. A decisão de preparar uma refeição leve e nutritiva me trouxe uma sensação de empoderamento. Ao contrário das minhas dietas anteriores, nas quais planejava momentos de “recompensa” com alimentos proibidos, dessa vez escolhi o caminho da consistência e da saúde.
Desta vez, a mudança não foi planejada. Aconteceu naturalmente. Depois de um café da manhã inusitadamente farto – cinco coxinhas! –, em vez de adiar uma alimentação mais saudável para o dia seguinte, escolhi uma opção leve para o almoço. Foi como se meu corpo estivesse pedindo algo diferente. A decisão de trocar o X-tudo e batatas fritas da volta para casa por um vinagrete me surpreendeu. Parecia tão simples, mas foi um passo importante para incorporar hábitos mais nutritivos no meu dia a dia.
Curiosa para entender melhor meus hábitos alimentares, comecei a usar o smartwatch para monitorar calorias e carboidratos. A partir dos dados coletados, pude identificar oportunidades de ajustar minha dieta e me aproximar dos meus objetivos de forma mais consciente.Dez meses na minha jornada na dieta cetogenica e me sinto incrível! Perdi 23 quilos e estou abaixo do meu peso ideal! É incrível como uma mudança alimentar pode transformar o corpo.
Eu já não acreditava mais em mim, mas a dieta cetogenica mostrou que sou capaz de superar qualquer desafio. Aquele dia foi um divisor de águas. Hoje, me olho no espelho e vejo uma pessoa mais forte e feliz. A Dieta cetogenica não é só uma dieta, é um estilo de vida que me transformou por completo.